Criação de Cenário - Worldbuilding - Panteão
Acredito que pensar no panteão iniciando pelos elementos primordiais seja um ponto considerável.
Acho que é necessário um deus acima dos outros, que será a ultima peça do cenário. Além dele, posso colocar divindades ligadas aos elementos Terra, Fogo, Água, Ar, Luz, Escuridão e Tempo.
Foi muito comum alguns filósofos pré-socráticos tentarem explicar a origem do mundo utilizando esses elementos. Posso colocar cada elemento ligado à uma divindade e um sentimento ou característica pessoal/social/emocional. Seria legal inverter alguns pré-conceitos que temos sobre cada elemento para dar o tom de surpresa para quem acompanha as possíveis aventuras e encontrar um templo para se abrigar, procurar informações, fazer um pacto com algum dos deuses, jurar lealdade e/ou fé.
Terra: Deuses da matéria bruta, inflexíveis, agricultura, provedores e protetores.
Fogo: Deuses da transformação (proposital), minúcia, nobres e conquistadores.
Água: Deuses da mudança (natural), sorte, honra, tempestades e civilizações.
Ar: Deuses da liberdade, magia arcana, viagem, artes e justiça.
Luz: Deuses da abnegação, saúde, ordem, beleza e conhecimento.
Escuridão: Deuses da dominação, segredos, destruição, maldade e corrupção.
Tempo: Deuses da existência, absoluto, passagem e permanência. (cara, que complicado que é o tempo)
Outras divindades poderiam surgir de algumas misturas, por exemplo, curar ferimentos não precisa estar ligado unicamente aos deuses da Luz. Magias de cura de discípulos da Água podem ser refrescantes, higiênicas. Limpam as feridas. Magias de cura de discípulos do fogo são cauterizantes. Fecham as feridas.
No meu mundo, as divindades tem templos fixos, sendo suas Catedrais, e tem as igrejas espalhadas. Alguns deuses tiveram suas Catedrais destruídas pela ação da natureza ou devido a guerras e políticas.
É dito que nas Catedrais, se uma prece fosse feita à divindade em questão, esse deus poderia doar uma Benção, que é um dom único e pode ser usado diversas vezes (com limitações de recarga) se necessário, mas o deus precisa aceitar ajudar a pessoa. Em termos de mecânica, uma pessoa pode rezar em todas as Catedrais existentes, entrando na "lista de inscrição" de cada um dos deuses. Em dado momento de necessidade ou se os critérios de aceitação fossem preenchidos, alguma das divindades poderia dar sua benção. Em uma parte do corpo da pessoa ficaria gravado, por um tempo, o sinal da divindade. Algumas marcas duram cerca de minutos, outros ficam marcados por semanas até começar a sumir.
Não há relatos de que mais de uma divindade tenha aceitado a mesma pessoa, então as pessoas devem estar cientes que só poderão receber uma única Benção.
Algumas cidades tentam monopolizar suas Catedrais para evitar que a Benção daquele deus seja dada a possíveis inimigos.
Uma profissão muito conhecida é o Desbravador de Catedrais. Essas pessoas tentam encontrar novas Catedrais e unificá-las em seus reinos. Tentam traduzir suas mensagens atrás de informações sobre as Bênçãos possíveis de serem conseguidas naquele lugar. Provar os efeitos da Benção já é outra história, já que as pessoas podem morrer sem nunca terem sido atendidos.
Uma coisa que acho interessante, é que os deuses elementais não estão presentes fisicamente no mundo. Agora eles são uma força intangível, presentes apenas como forças naturais, mas existem criaturas que foram concebidas com o dever de representá-los. São semi-deuses chamados de Regentes. Podem haver mais de um regente para cada deus e esses Regentes também possuem catedrais. Ao contrário dos deuses elementais, os Regentes podem aparecer fisicamente para conceder a Bênção em nome do seu deus.
Em conversa com o ChatGPT, ele deu dicas bem legais para aprimorar a criação do mundo de Carion e seu panteão.
A criação por uma força superior: Os deuses são apenas seguidores de uma força superior, que os criou e os colocou no mundo para governar. Eles são responsáveis pela criação e continuidade do mundo, mas eles mesmo também são governados por algo maior. Há muito tempo, antes do tempo e do espaço existirem, existia apenas o Caos. Nesse estado primordial, havia uma força superior conhecida como o Skapari e Leikari ("Criador" e "Ator" respectivamente em Islandês) (essas palavras podem ser encontradas nas catedrais e remetem ao simbolismo da física quântica de que a realidade não existe até ser observada, e são os jogadores que constroem o cenário em sua participação no mundo), que decidiu dar forma à matéria e dar origem ao mundo. Para isso, ele escolheu sete espíritos para serem os guardiões do mundo: Terra, Fogo, Água, Ar, Luz, Escuridão e Tempo.
Cada um desses espíritos foi dotado de poder especial e com eles, Skapari começou a moldar o mundo. Terra formou as montanhas, as planícies e os leitos oceânicos. Fogo trouxe a luz do sol e as chamas das estrelas. Água criou as correntes d'água e os rios e Ar soprou a vida no mundo. Luz iluminou tudo e Escuridão trouxe a noite e os mistérios. Tempo colocou tudo em ordem, com as estações e os ciclos da vida, regendo toda a mudança.
Os espíritos governavam o mundo de forma pacífica e harmoniosa, até que a escuridão começou a ter pensamentos ambiciosos. Ele queria ser mais poderoso e começou a conspirar para tomar o controle do mundo. Ele convenceu o espírito do Fogo a se juntar a ele e juntos eles começaram a conspirar contra os outros espíritos.
A guerra entre os espíritos foi longa e sangrenta. Terra se uniu à Água para combater Fogo e Escuridão, enquanto Ar e Luz tentavam impedir o caos. Tempo tentou manter a ordem, mas as forças do caos estavam ganhando. No final, o Leikari interveio, mas não antes que as feridas causadas pela guerra tivessem sido infligidas no mundo.
As feridas se transformaram nas fendas, que cortam os oceanos e separam os continentes. Elas são lembranças dos horrores da guerra e um lembrete de que a união é a chave para a harmonia. Os espíritos vencidos foram aprisionados nas fendas para que nunca mais pudessem causar dano. E assim, o mundo de Carion foi criado e seus guardiões, os deuses, agora governam o mundo em harmonia, mas sempre lembrando que nunca devem esquecer o passado. Os espíritos da Escuridão e do Fogo foram substituídos por outras forças ou entidades que agora governam esses aspectos do mundo. Os espíritos da Escuridão e Fogo originais eram poderosos e criados diretamente pelo Criador, então suas substituições tem menos poder em comparação. Isso poderia ser visto como uma medida de precaução de Skapari para impedir que qualquer outra guerra entre os deuses aconteça.
Informações sobre o mundo de Carion
O Panteão
Sabemos da existência de deuses Fundamentais Estruturais e
Reguladores, responsáveis pela matéria, suas transformações e comportamentos. Os
Estruturais estão ligados aos 4 elementos e o quinto deus retrata o que parece
ser sua ação sobre os elementos. Os Reguladores são 4 leis conscientes. São
nomeados por:
Ignivar — O Fogo;
Thalerys — A Água;
Kaorun — A Terra;
Elyndor — O Ar;
Noxariel — O Véu;
Ordinath — A Ordem;
Valkaerys — O Caos;
Elythra — A Energia Positiva;
Morveth — A Energia Negativa.
Não existem registros da ação desses deuses na história
recente após o início das Primeiras Canções. O que sabemos é que existem seres
capazes de utilizar de suas energias para exercer suas vontades. Eles são
conhecidos como Regentes.
Esses Regentes sim, viveram entre nós. Eram dotados de
grande poder drenado dos Fundamentais. Foram pessoas de grande estima para os
vários círculos sociais existentes. Fundaram cultos e se tornaram a referência
de suas ações no mundo.
Hoje, quase não vemos cultos aos Fundamentais, pois
parecem muito distantes das necessidades dos povos. Já os Regentes andam pela
terra tal como nós. Vivem a vida como nós, e podem interceder por nossos
pedidos caso desejem.
Durante muitos anos de investigação, os especialistas
encontraram padrões entre os Regentes. O mais notável é a construção de templos,
que foram chamados na literatura de Catedrais. Elas costumam guardar a história
do regente que a ergueu, assim como seus tesouros físicos e metafísicos.
É dito que, ao adentrar uma Catedral e for realizado seu
ritual conforme suas instruções, o Regente pode derramar sobre o fiel um Dom,
que se dá por meio da aquisição de uma habilidade extraordinária.
Por causa dos Dons se iniciou uma corrida pessoal e política
para descobrir novas Catedrais, interpretar seu ritual, tomar as terras onde
estão os templos por meio de disputas políticas e militares e monopolizar a
maior quantidade de Catedrais possíveis em um único império. Nasce aí a
profissão de Regentista.
Os Regentes cultuados oficialmente no continente de Varna
são:
Valdros – Subsistência e sobrevivência
Vaeloria - Expressão, beleza, teatro, música, inspiração
Kharvok - Força física, disciplina mental, resistência
emocional
Sorevan - Relações sociais, viajantes, diplomacia,
aventura
Eldryon - Estudo formal, academias, bibliotecas, erudição
Ao longo dos anos cultos ao oculto começaram a ganhar
força entre as facções criminosas. Ainda sabemos muito pouco sobre seus
Regentes, mas uma coisa é certa, não faz sentido não haver Regentes malignos que
ascenderam com sangue em suas mãos.
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